Esfinge – Coelho Neto
Esfinge, de Coelho Neto, é um dos primeiros romances brasileiros de literatura fantástica e traz elementos de ficção científica, esoterismo, simbolismo oriental e da estética gótica, em contraste com o típico cenário boêmio da cidade do Rio de Janeiro do começo do século XX, povoado por personagens das mais diversas castas e estilos de vida.
A história tem como pano de fundo o cotidiano da pensão de Miss Barkley, habitada por músicos, intelectuais e estudantes. A rotina é alterada com a chegada de James Marian, um hóspede inglês excêntrico e recluso. Pouco se sabe sobre ele, porém sua presença causa espanto e admiração de todos devido à sua aura de mistério e uma peculiaridade física ― ostenta o mais belo rosto feminino apoiado sobre um esbelto corpo masculino, sendo descrito como “a mais formosa cabeça de mulher sobre o tronco formidável de um Hércules de circo.”
A opinião dos hóspedes a respeito de James Marian se divide entre os que o admiram e os que o odeiam. O protagonista, narrador da história, conquista a confiança do inglês ao ajudá-lo em um momento de mal-estar. James confia-lhe então um manuscrito de sua autoria que contém o segredo de sua vida, narrando desde a infância até o presente momento. Mergulhado em uma narrativa fantástica, cheia de misticismo, encanto e tragédia, o protagonista desvenda o mistério por trás da aparência ambígua de James Marian e partilha do desespero de um homem em busca da solução do mistério acerca de sua própria alma e o embate do duplo dentro de seu ser.
Uma obra rara e esquecida pelo tempo que a Infinitum Libris preparou em uma nova edição, adaptando a linguagem para a ortografia e gramática atual.
Nascido em Caxias, Maranhão, em 21 de Fevereiro de 1864, Coelho Neto foi o autor mais lido de sua época, sendo apelidado de “Príncipe dos prosadores brasileiros”. Prolífico, deixou 112 obras, dentre as quais romances, contos, crônicas, peças de teatro e roteiro de cinema. Aventurou-se por diversos gêneros e escolas literárias como o naturalismo, impressionismo, regionalismo, realismo e simbolismo.
Apesar de sua grande importância e contribuição para a literatura brasileira, foi injustamente esquecido e relegado após o surgimento do movimento modernista.
Escreveu sob diversos pseudônimos, participou ativamente da campanha abolicionista e republicada e fundou a cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras, instituição da qual foi presidente em 1926. Deu o título de Cidade Maravilhosa ao Rio de Janeiro e escreveu o roteiro de um filme com o mesmo nome.
Você pode ler o prefácio do editor e o posfacio do escritor e jornalista Roberto Causo, e ao mesmo tempo testar o formato ePub em seu aparelho ou software. Leia este artigo em caso de dúvida sobre o ePub. Em qualquer caso de problemas com os arquivos, favor nos avisar para solucionarmos.
Prefacio – O Principe Esquecido
Posfacio – Por Roberto Causo (ATENÇÃO – o Posfacio contém revelações importantes sobre a trama e é melhor compreendido como análise sobre a obra)
Use apenas valores redondos – 10,00 ou 13,00 20,00, etc…).
Como assim, “pelo preço que quiser”?



Adorei e quero comprar. Mas cadê os dados de pagamento, recebimento e etc?
As vendas começam dia 15, como especificado ali em “Lançamento” :)
e-pub se lê onde? iPad? Quantas páginas tem o livro?
Pode ler em iPad. Conheça melhor o formato nesse post, e uma lista dos principais aparelhos que leem ePub: http://editorainfinitum.com.br/2011/03/epub-%e2%80%93-o-padrao-internacional-para-ebooks/
O livro em ePub não tem uma quantidade certa de paginas por ser um texto fluido, mas se fosse impresso, teria cerca de 120 paginas.
Impressionante! Pensei mesmo em se tratar de um texto recente, no máximo de alguns anos atrás.
Parabéns pela iniciativa de resgatar os tesouros da nossa literatura. Quantos não devem haver por aí, relegados ao limbo do descaso de intelectuais e editores?
Falando com sinceridade, eu mesmo não conhecia o autor (para mim é só um nome de bairro, com todo o respeito, rs).
Abraços!
É verdade, para a grande maioria Coelho Neto é nome de bairro e estação de metrô :)
Sabemos que a História tem seus problemas de memória e casos como esse são comuns, seja por acidente, seja por proteção dos interesses de uma minoria – o que aparentemente foi o caso aqui.