Por que ler e-books?
E-book (sigla para livro eletrônico) é um livro em formato digital. Pode ser lido em computadores, tablets, palmtops e alguns aparelhos celulares. Os formatos mais comuns atualmente são o PDF e ePub.
O e-book foi criado em 1971, com o Projeto Gutemberg, que até hoje vem digitalizando obras em domínio público e disponibilizando-as gratuitamente na internet. Desde então, os livros eletrônicos se aperfeiçoaram e hoje vendem aos milhares ao redor do mundo.
Muitas são as vantagens e desvantagens do e-book – mencionaremos apenas algumas delas. Embora os readers ainda sejam caros, o custo de produção de um livro eletrônico é incomparavelmente menor, podendo ser comercializado a preços módicos e até distribuídos gratuitamente. Em pouco tempo de uso, o investimento feito para se adquirir um reader se torna muito inferior ao preço que se paga em diversos livros impressos.
Além de baratos, os e-books podem ser entregues até mesmo em tempo real, a um único clique, sem custos de frete e espera. Um usuário do outro lado do mundo pode ler um livro sem esperar dias pela encomenda. Muitas plataformas apresentam dicionários, bastando um clique para consultar a palavra que quiser. Você também pode, em alguns aparelhos, navegar pela internet e ouvir música. Muitos e-books hoje trazem links para rodapés e índices, entre outras funcionalidade, tornando a leitura mais prática e ampliando a experiência do usuário.
Se você tiver um reader poderá carregar centenas de livros no bolso sem ter uma lesão na coluna por causa do peso. Essa é uma excelente solução para alunos, que ao invés de terem que carregar quilos de livros, podem precisar apenas de um aparelhinho com menos de 250 gramas. Também deveria se pensar na questão dos livros escolares esgotados. Se forem digitalizados, este seria um problema quase impossível de ocorrer.
Também é ecológico. Embora a fabricação dos aparelhos não seja exatamente benéfico à natureza, não se compara às incontáveis toneladas de papel gastos com livros. De acordo com projeções da OMC (Organização Mundial do Comércio), só teríamos garantias de continuar produzindo papel até 2040. Não seria tempo de refletirmos sobre o que deixaremos para as gerações futuras? Ninguém quer que o papel deixe de existir. Então deveríamos encontrar soluções para diminuir drasticamente seu uso.
Uma dessas soluções é o e-paper, cuja aplicação vai muito além dos e-books. Muitos reclamam de dor de cabeça e cansaço ao ler em um monitor luminoso. Com a tecnologia do e-paper, esse problema é coisa do passado. A tela desses aparelhos não são luminosas, pois elas simulam um papel real, ou seja, o texto é lido com o reflexo da luz ambiente sobre o ecrã. Além de ser uma leitura natural, é uma baita economia de bateria.
Claro que nem tudo é perfeito. Os livros digitais ainda encontram resistência entre o público devido ao alto preço dos aparelhos de leitura, pela falta e um bom design que só o papel pode apresentar e devido ao “fetiche do papel”, que é o apego crescente dos leitores aos livros impressos. A maioria das pessoas gosta de folhear uma obra, cheirar o papel recém-impresso e tê-la na estante. Quer pegar autógrafos dos autores na contracapa e usar os belos marcadores de página. Prefere ter algo físico em mãos, pois parece ser mais real e palpável.
A questão mais discutida entre autores e editores (principalmente os segundos) é a pirataria. Afinal, um livro eletrônico é mais fácil ser pirateado, basta “upar” o arquivo e postar em algum blog. Existem algumas tecnologia que bloqueiam o livro para cópia, mas elas acabam por se tornar injustas para os usuários honestos que não conseguem fazer backups ou ler a obra em outros readers que não aquele para o qual fez a compra. Parece que o caminho mais fácil é o da amizade e da confiança entre editoras e leitores. Ninguém gosta de ir a um mercado e ser vigiado o tempo todo pelos seguranças, como se estivesse escrito “ladrão” na sua testa.
Nós da Infinitum estamos desenvolvendo um sistema que, ao invés de punir todos os usuários devido à simples possibilidade de pirataria, premiará os clientes honestos.
Os e-books ainda são uma dúvida no Brasil. Na maioria das lojas, não apenas os readers como também os próprios livros são ainda caros, muitas vezes praticamente o mesmo valor de um impresso. Ao meu ver, isso estimula ainda mais a “pirataria”, que deveria ser combatida, em primeiro lugar, com preços acessíveis. Muitos parecem ir contra a tecnologia, talvez devido a má impressão causada por certos discursos sobre “o fim do papel”. Mas rejeitar os e-books por completo seria apenas o outro lado da mesma moeda. É preciso encontrar o ponto de equilíbrio entre os desejos de consumo e as necessidades do mercado. Autores e editores só tem a ganhar com as inúmeras possibilidades se perderem o medo da mudança de paradigmas.
Seria apenas uma questão de tempo para que os costumes se adequem às novas tendencias? Se tornarão os livros impressos um objeto de luxo, adquiridos por fãs? Ou será que o cenário atual dos e-books como uma opção secundária permanecerá até as próximas décadas?
A Editora Virtual Infinitum acredita que os livros digitais crescerão e cairão no gosto do público mais jovem, cada vez mais ávido por praticidade e velocidade de informações, e das próximas gerações, que nascerão acostumados à tecnologia que para nós ainda é novidade. No entanto, não descartamos a importância dos livros de papel e eles estão em nossos planos.
E você, o que acha?


Uma bela explicação sobre a questão que será resolvida pelo tempo e pela adoção de novas políticas públicas para o livro.
Como se sabe, o texto está para todas as plataformas com o mesmo teor e importância, valendo para uma maior acessibilidade em nossos tempos.
Como participante de um dos eixos do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), o eixo da economia do livro, só posso acreditar nessa nova dinâmica como forma de melhoria no atendimento às massas no que concerne à atividade leitora.
Num futuro próximo, poderemos vislumbrar programas de distribuição dessa tecnologia às escolas e o próprio governo subsidiar a aquisição das obras aos alunos.
Tenho dito!
sou aluna de biblioteconomia na ufmt para min o livro eletronico e um assunto q deveria ser bem estudado,pois alem de preservar a natureza,isso sem falar nos alunos que tem q carregar kilos de livros prejudicando sua saude.
eu sou afavor do livro eletronico.
to pensando em fazer a minha monografia com esse tema se vc ttiver materiais sobre esse tema favor me passa sera de muita ajuda.
obriga…….
Maria, tem um blog que anda falando de ebooks massivamente, o ebook press. O dono do blog tem um livro sobre o assunto, vale a pena conferir. http://ebookpress.wordpress.com/